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10 Coisas Incríveis que Você Pode Ver no Céu a Olho Nu (Guia Completo para Iniciantes no Brasil)

Descubra maravilhas do universo sem precisar de telescópio! Tudo o que você precisa é um céu escuro, um pouco de paciência e olhos curiosos. Vamos nessa? Você já parou para olhar para o céu à noite e se perguntou o que mais existe lá em cima? A boa notícia é que, mesmo sem equipamentos caros, o céu brasileiro oferece um show impressionante a olho nu! Neste guia, vamos listar 10 coisas incríveis que qualquer iniciante pode observar, com dicas práticas de como encontrar cada uma. Basta escolher um local com pouca poluição luminosa (longe de postes e cidades grandes), esperar uns 20-30 minutos para seus olhos se adaptarem à escuridão e… olhar para cima! Vamos começar? Aqui vão as 10 maravilhas: Via Láctea – A galáxia da qual fazemos parte É a visão da nossa própria galáxia de dentro: uma faixa leitosa cheia de estrelas. No Brasil, aparece mais brilhante no centro-sul e interior. Como observar melhor: Cruzeiro do Sul – A constelação mais icônica do Brasil Quatro estrelas principais formando uma cruz perfeita: Acrux (mais brilhante), Mimosa, Gacrux e Delta Crucis. Como encontrar passo a passo: Sirius – A rainha do brilho A estrela mais brilhante do céu inteiro! Branca-azulada e pisca muito perto do horizonte. Como encontrar: Júpiter – O rei dos planetas Um ponto dourado super brilhante que não pisca (diferente das estrelas). Como observar: Órion – O caçador com as Três Marias Constelação inconfundível: três estrelas alinhadas (cinturão) + Betelgeuse (vermelha) e Rigel (azul). Como encontrar: Planetas brilhantes (Vênus, Marte, Saturno) Satélites e a Estação Espacial Internacional (ISS) Pontinhos que se movem rápido e constante (como uma estrela andando). Como observar: Essas 10 coisas são só o começo! Comece com a Lua e o Cruzeiro do Sul – em poucas noites você já vai se sentir um astrônomo de verdade. Qual dessas você vai tentar observar primeiro? Conta nos comentários! E se quiser, baixe nosso planisfério gratuito do Hemisfério Sul [link] para ajudar na caça. Boas observações e céu limpo! 🌌✨

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Guias para Iniciantes

Satélite Pandora da NASA e CubeSats para explorar exoplanetas e além

A NASA está prestes a lançar uma nova espaçonave chamada Pandora, projetada especialmente para investigar as atmosferas de exoplanetas — planetas localizados fora do nosso sistema solar — e o comportamento de suas estrelas hospedeiras. Junto com a Pandora, dois pequenos satélites do tamanho aproximado de uma caixa de sapatos também viajarão: o BlackCAT (Black Hole Coded Aperture Telescope), focado no estudo do universo de alta energia e eventos transitórios, e o SPARCS (Star-Planet Activity Research CubeSat), dedicado a analisar a atividade de estrelas de baixa massa. Essas três missões serão enviadas ao espaço no dia 11 de janeiro de 2026, a bordo de um foguete Falcon 9 da SpaceX. O lançamento ocorrerá a partir do Complexo de Lançamento Espacial 4 Leste, na Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia. A janela de lançamento se abre às 8h19 (horário do leste dos EUA), e a SpaceX planeja transmitir o evento ao vivo. O principal objetivo da missão Pandora é separar com precisão os sinais atmosféricos dos planetas daqueles emitidos pelas próprias estrelas. Para isso, ela utilizará luz visível e infravermelha próxima. “A meta da Pandora é distinguir os sinais das atmosferas planetárias daqueles das estrelas, usando luz visível e infravermelha próxima”, explica Elisa Quintana, investigadora principal da missão no Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA, em Greenbelt, Maryland. “Esses dados ajudam a esclarecer se os compostos químicos detectados pertencem ao planeta ou à estrela — um avanço fundamental na busca por possíveis indícios de vida no universo.” Durante os trânsitos — quando o planeta passa na frente de sua estrela do nosso ponto de vista —, parte da luz estelar atravessa a atmosfera do exoplaneta. Moléculas como água e oxigênio absorvem comprimentos de onda específicos, deixando marcas características no espectro. Porém, a luz direta da estrela (que não passa pela atmosfera) também chega ao telescópio, e variações na superfície estelar — como manchas mais brilhantes ou escuras — podem imitar ou mascarar esses sinais atmosféricos. Algumas dessas variações estelares até envolvem os mesmos elementos (como vapor d’água) que os cientistas procuram nos planetas. A Pandora enfrentará esse desafio observando pelo menos 20 exoplanetas e suas estrelas de forma detalhada durante o primeiro ano de operações científicas. Cada sistema será monitorado 10 vezes, com observações que duram até 24 horas no total. Muitos desses planetas foram descobertos por missões como o TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA, que já catalogou mais de 6.000 mundos além do nosso sistema solar. A espaçonave emprega um telescópio inovador de 45 cm de diâmetro, construído inteiramente em alumínio em parceria entre o Laboratório Nacional Lawrence Livermore (Califórnia) e a Corning Incorporated (New Hampshire). Seu detector de infravermelho próximo é, na verdade, um componente reserva originalmente fabricado para o Telescópio Espacial James Webb. Essas observações prolongadas e simultâneas em diferentes comprimentos de onda permitem mapear as mudanças na estrela ao longo do tempo e distinguir seu efeito do sinal atmosférico do planeta. “Observações tão extensas de sistemas individuais são difíceis de agendar em telescópios muito demandados como o Webb”, comenta Jordan Karburn, engenheiro e gerente adjunto do projeto no Livermore. “A combinação de dados em múltiplas faixas espectrais é essencial para identificar a verdadeira origem dos compostos que podem indicar condições habitáveis.” A Pandora é a primeira missão do programa Astrophysics Pioneers da NASA, iniciativa que financia projetos astrofísicos inovadores e de custo reduzido (cerca de US$ 20 milhões por missão), além de formar a próxima geração de cientistas e engenheiros espaciais. Após o lançamento em órbita terrestre baixa, a espaçonave passará por cerca de um mês de testes e calibração (fase de comissionamento) antes de iniciar sua missão científica principal, que terá duração de um ano. Todos os dados coletados serão disponibilizados publicamente para a comunidade científica. “A Pandora abre um novo e empolgante capítulo na exploração de exoplanetas”, afirma Daniel Apai, professor da Universidade do Arizona (onde fica o centro de operações da missão). “É o primeiro telescópio espacial dedicado especificamente a analisar em detalhes a luz estelar filtrada pelas atmosferas planetárias. Seus resultados vão aprimorar a interpretação de dados de missões anteriores e atuais, como Kepler e Webb, e orientar futuras buscas por mundos potencialmente habitáveis.” Os CubeSats BlackCAT e SPARCS fazem parte do programa de CubeSats de Astrofísica da NASA. Esses minissatélites (com dimensões baseadas em cubos de 10 cm) oferecem acesso econômico ao espaço, permitindo testes de tecnologias inovadoras, formação de jovens profissionais e importantes descobertas científicas. A missão Pandora é gerenciada pelo Centro Goddard da NASA, com o Livermore cuidando da engenharia e gestão do projeto. A plataforma da espaçonave e a integração foram realizadas pela Blue Canyon Technologies, enquanto o Centro Ames da NASA processará os dados. Diversas universidades e instituições colaboram com a equipe científica. O lançamento está marcado para amanhã, 11 de janeiro — uma data histórica para o estudo de mundos distantes e a busca por respostas sobre nossa possível solidão no cosmos! 🚀

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Telescópio James Webb registra a supernova mais distante e antiga já observada, revelando sua galáxia de origem

O Telescópio Espacial James Webb, operado pela NASA em parceria com a ESA e a CSA, confirmou que um intenso flash luminoso – uma explosão de raios gama – foi causado pelo colapso de uma estrela de grande massa em uma época em que o Universo contava apenas com 730 milhões de anos de existência. Pela primeira vez em um evento tão antigo, o instrumento conseguiu captar a galáxia que abrigava essa supernova. As imagens de acompanhamento do Webb validaram informações obtidas por outros observatórios que monitoravam o fenômeno desde março. Essa detecção supera o recorde anterior do próprio Webb, que havia registrado uma supernova de quando o Universo tinha 1,8 bilhão de anos. “Apenas o Webb é capaz de provar diretamente que essa luz provém de uma supernova, ou seja, do colapso de uma estrela massiva”, explicou Andrew Levan, principal autor de um dos estudos publicados na revista Astronomy and Astrophysics Letters. Ele é professor nas universidades Radboud (Holanda) e Warwick (Reino Unido). “Isso também mostra que podemos detectar estrelas individuais em um Universo com apenas 5% da idade atual.” Diferente das explosões de raios gama, que duram de segundos a minutos, as supernovas aumentam de brilho ao longo de semanas e depois vão enfraquecendo. Nesta caso, o brilho se estendeu por meses devido ao efeito da expansão cósmica: a luz, ao viajar bilhões de anos, sofre um alongamento (redshift), o que também dilata o tempo percebido dos eventos. Por isso, as observações do Webb foram programadas para cerca de três meses e meio após o fim da explosão de raios gama, momento em que se esperava o pico de luminosidade da supernova. “O Webb ofereceu o acompanhamento rápido e preciso que precisávamos”, destacou Benjamin Schneider, pós-doutorando no Laboratoire d’Astrophysique de Marseille (França) e coautor do trabalho. Explosões de raios gama longas, como esta (que durou cerca de 10 segundos), geralmente estão ligadas à morte violenta de estrelas muito massivas. As mais curtas costumam resultar da fusão de estrelas de nêutrons ou de uma estrela de nêutrons com um buraco negro. science.nasa.gov Detecção rápida e coordenada O alerta inicial foi emitido em 14 de março de 2025 pela missão SVOM, um satélite franco-chinês lançado em 2024 e especializado em fenômenos transitórios. Em menos de duas horas, o observatório Swift da NASA identificou a fonte em raios X. Horas depois, o Telescópio Óptico Nórdico (Ilhas Canárias, Espanha) detectou um resíduo infravermelho, sugerindo grande distância. Por fim, o Very Large Telescope do ESO (Chile) calculou que o evento ocorreu 730 milhões de anos após o Big Bang. “Nos últimos 50 anos, poucas explosões de raios gama foram registradas no primeiro bilhão de anos do Universo”, comentou Levan. “Esta é extremamente rara e fascinante.” Semelhanças impressionantes com supernovas atuais Ao comparar essa supernova primordial com as observadas no Universo local, os cientistas encontraram características muito próximas, o que os pegou de surpresa. As estrelas antigas provavelmente tinham menos metais, eram mais massivas e viviam menos tempo, além de existirem na Era da Reionização, quando o meio intergaláctico bloqueava mais luz de alta energia. science.nasa.gov “Fomos com a mente aberta”, relatou Nial Tanvir, professor da Universidade de Leicester (Reino Unido) e coautor. “E o Webb revelou uma supernova idêntica às que vemos hoje.” Mais observações serão necessárias para detectar eventuais diferenças sutis. Primeira visão da galáxia hospedeira “As imagens do Webb mostram que essa galáxia remota se assemelha a outras da mesma era cósmica”, afirmou Emeric Le Floc’h, astrônomo do CEA Paris-Saclay (França). Ela aparece como uma pequena mancha avermelhada, ocupando poucos pixels, o que limita análises detalhadas – mas já é um feito enorme visualizá-la. A equipe já tem aprovação para novas observações com o Webb, focando em capturar o brilho residual de explosões de raios gama para estudar melhor galáxias distantes. “Esse resíduo nos dará uma assinatura mais clara da galáxia”, concluiu Levan. Essa supernova, batizada de GRB 250314A, foi estudada por meio de um programa de resposta rápida do diretor do observatório (#9296). Sobre o James Webb O JWST é o maior telescópio espacial já construído. A ESA contribuiu com o lançamento via Ariane 5, o espectrógrafo NIRSpec e parte do instrumento MIRI, em colaboração internacional com NASA e CSA. Créditos das imagens: NASA, ESA, CSA, STScI, A. Levan (IMAPP); Processamento: A. Pagan (STScI) 🚀

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Melhores Apps para Observar o Céu em 2026

Observar o céu noturno é uma das atividades mais fascinantes e acessíveis, especialmente com a ajuda de aplicativos para smartphones. Com realidade aumentada, mapas interativos e informações detalhadas sobre estrelas, planetas, constelações e eventos astronômicos, esses apps transformam seu celular em um planetário portátil. Em 2026, as opções continuam evoluindo, com foco em precisão, gratuidade e recursos avançados. Aqui vai uma seleção dos melhores apps disponíveis para Android e iOS, baseados em popularidade, avaliações e funcionalidades atualizadas. 1. Sky Tonight Considerado uma das melhores opções gratuitas, o Sky Tonight é ideal para iniciantes e observadores avançados. Ele mostra o céu em tempo real, identifica objetos ao apontar o celular e inclui um calendário de eventos astronômicos. Sem anúncios intrusivos na versão básica, é elogiado por sua precisão e interface limpa. 2. Star Walk 2 Um clássico entre os apps de astronomia, o Star Walk 2 usa realidade aumentada para sobrepor informações no céu real. Inclui detalhes sobre constelações, planetas, cometas e até viagens no tempo para ver o céu em datas passadas ou futuras. A versão gratuita tem anúncios, mas a paga remove eles e adiciona mais recursos. 3. SkySafari 7 O favorito dos astrônomos mais sérios, especialmente quem usa telescópios. O SkySafari 7 Pro oferece controle de equipamentos, simulações avançadas e um vasto catálogo de objetos celestes. É pago, mas vale o investimento para observações profissionais ou planejamento detalhado. 4. Stellarium Mobile Inspirado no famoso software para computadores, o Stellarium Mobile é gratuito (com versão Plus paga) e oferece um mapa estelar realista e preciso. Perfeito para identificar objetos profundos do céu, satélites e constelações, com modo noturno para preservar a visão adaptada ao escuro. 5. SkyView Lite Gratuito e simples, o SkyView Lite é ótimo para identificação rápida. Aponte o celular para o céu e veja nomes de estrelas, planetas e satélites em realidade aumentada. É leve e não requer conexão com internet para funções básicas. Menções Honrosas Dicas para Observar o Céu Com esses apps, o universo está literalmente na palma da sua mão. Boa observação! 🌌

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